Estudos epidemiológicos tem demonstrado a associação da
obesidade, determinada por índice de massa corpórea
ou por medidas de circunferência, com a periodontite
(SAITO; SHIMAZAKI; SAKAMOTO, 1998; GROSSI; HO,
2000; WOOD, JOHNSON; STRECKFUS, 2003). Vecchia
et al. (2004) acrescentam que a obesidade e sua relação
com a doença periodontal vêm recebendo grande
atenção na periodontia. Trabalhos como os de Nishimura
e Murayama (2001) consideram que a plausibilidade
biológica para essa associação está no papel das
citocinas pró-inflamatórias e fator de necrose tumoral
produzidos pelos tecidos adiposos em indivíduos
obesos. Esses estão relacionados ao desenvolvimento
da resistência à insulina e à produção de um estado
inflamatório crônico, o biofilme dental bacteriano como
seu fator etiológico primário que aumenta o risco à
doença periodontal.
Do ponto de vista clínico, estudos de Grossi e Ho
(2000), Wood, Johnson e Streckfus (2003) e Al-Zahrani,
Bissada e Borawskit (2003) demonstraram a perda de
inserção como identificação de experiência anterior de
doença periodontal em pacientes obesos, sendo o
parâmetro mais adequado para determinar a associação
entre as doenças.
Outro aspecto importante é a existência de
associação entre obesidade e periodontite, que pode ser
explicada por razões comportamentais relacionadas a
ambas. Assim, indivíduos que adotam um
comportamento inadequado em relação à saúde podem
apresentar, com maior freqüência, as duas condições.
Isto pode ser explicado porque essas pessoas não dão a
devida importância a aspectos relacionados com estilo
de vida saudável, tais como alimentação adequada,
atividade física e cuidados com a saúde geral e bucal,
assim como o estresse (AL-ZAHRANI; BISSADA;
BORAWSKIT, 2003).
A periodontite pode ser exacerbada por algumas
condições associadas à obesidade como a síndrome
metabólica (SAITO; SHIMAZAKI; SAKAMOTO, 1998).
Entretanto, há uma correlação positiva entre obesidade
e doença periodontal (WOOD; JOHNSON;
STRECKFUS, 2003; AL-ZAHRANI; BISSADA;
BORAWSKIT, 2003).
Prof. Nelson de Queiroz Mistura
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
O papel da infecção periodontal no aumento do nível de proteína C reativa
A periodontite é um processo inflamatório local que gera a produção de uma série de mediadores químicos a partir do biofilme dental, estes liberados no organismo podem contribuir para o aumento do risco de muitas doenças sistêmicas, dentre elas as doenças cardiovasculares.
O fígado por sua vez sintetiza uma proteína denominada proteína C reativa que apresenta-se sempre aumentada mediante a um processo inflamatório sistêmico. Este dado tem sido uma referência importante para os cardiologistas no controle do aumento do risco as doenças cardíacas.
Estudos recentes sugerem que a doença periodontal pode contribuir para o aumento do nível sérico de proteina C reativa, principalmente em pacientes com quadros mais avançados de Periodontites .
Isto reforça a idéia da doença periodontal ser um fator de risco para doenças cardíacas ? Para responder esta questão sugiro a leitura do artigo referido abaixo.
J. Periodontol 2001,72 :1221-1227
O fígado por sua vez sintetiza uma proteína denominada proteína C reativa que apresenta-se sempre aumentada mediante a um processo inflamatório sistêmico. Este dado tem sido uma referência importante para os cardiologistas no controle do aumento do risco as doenças cardíacas.
Estudos recentes sugerem que a doença periodontal pode contribuir para o aumento do nível sérico de proteina C reativa, principalmente em pacientes com quadros mais avançados de Periodontites .
Isto reforça a idéia da doença periodontal ser um fator de risco para doenças cardíacas ? Para responder esta questão sugiro a leitura do artigo referido abaixo.
J. Periodontol 2001,72 :1221-1227
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Anabolizantes aumentam gengivas
Esteróide anabolizante androgênico (EAA) é o nome usado para derivados sintéticos do hormônio sexual masculino, a testosterona. Nas sociedades atuais, um grande número de adultos jovens abusa desses esteróides para realçar o desempenho e aparência física. Pesquisadores da Faculdade de Odontologia em Adana, na Turquia, realizaram estudo para avaliar os efeitos do abuso dessas substâncias, sobre o tecido gengival, em um grupo de fisiculturistas e halterofilistas.
O trabalho foi publicado numa edição da revista Journal of Periodontology e mostrou que o uso prolongado dos derivados da testosterona estava associado a um aumento gengival.
Os autores da pesquisa destacaram que em caso de suspeita de abuso de esteróides, os profissionais de saúde bucal devem estar atentos aos possíveis danos e efeitos adversos causados por estas substâncias.
Journal of Periodontology, 2006, vol.77, pages 1104-1109.
Prof. Nilson Armentano
O trabalho foi publicado numa edição da revista Journal of Periodontology e mostrou que o uso prolongado dos derivados da testosterona estava associado a um aumento gengival.
Os autores da pesquisa destacaram que em caso de suspeita de abuso de esteróides, os profissionais de saúde bucal devem estar atentos aos possíveis danos e efeitos adversos causados por estas substâncias.
Journal of Periodontology, 2006, vol.77, pages 1104-1109.
Prof. Nilson Armentano
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Toda GENGIVITE vira uma PERIODONTITE????? Dica do monitor.
A causa mais comum de destruição óssea na doença periodontal é a extensão da inflamação a partir da gengiva marginal para o interior dos tecidos periodontais de suporte.A invasão inflamatória da superfície óssea e a perda óssea inicial que se segue marcam a transição da gengivite para a periodontite.
A periodontite é sempre precedida pela gengivite,mas nem toda gengivite progride para periodontite.Alguns casos de gengivite aparentemente nunca se tornam uma periodontite, e outros casos passam por uma breve fase de gengivite e rapidamente progridem para periodontite.Os fatores responsáveis pela extensão da inflamação para as estruturas de suporte e que iniciam a conversão da gengivite em periodontite não são conhecidos até o momento.
A transição da gengivite para periodontite esta associada a alterações na composição da placa bacteriana.[CARRANZA,10ªedição,cap.28,pg:452].
abraços a todos,
Bruna Soares
A periodontite é sempre precedida pela gengivite,mas nem toda gengivite progride para periodontite.Alguns casos de gengivite aparentemente nunca se tornam uma periodontite, e outros casos passam por uma breve fase de gengivite e rapidamente progridem para periodontite.Os fatores responsáveis pela extensão da inflamação para as estruturas de suporte e que iniciam a conversão da gengivite em periodontite não são conhecidos até o momento.
A transição da gengivite para periodontite esta associada a alterações na composição da placa bacteriana.[CARRANZA,10ªedição,cap.28,pg:452].
abraços a todos,
Bruna Soares
quarta-feira, 16 de junho de 2010
domingo, 6 de junho de 2010
FUMO E DP
O fumo é considerado em todo o mundo um problema de saúde pública, seu consumo tem sido considerado um potente fator de risco para muitas doenças, inclusive as periodontais, provocando efeitos deletérios no padrão de saúde dos indivíduos. (PINDBORG, 1947). Além do seu fator principal e primário, o biofilme dentário, tem confirmado ser o fumo o fator de risco mais constante associado à doença periodontal. (ZAMBON et al, 1996)
Evidências científicas sugerem uma forte associação entre as várias formas de consumo do tabaco e uma alta prevalência e severidade da doença periodontal e a subseqüente perda do elemento dentário. Dessa forma, continua se afirmando que o fumo pode ser o fator de risco mais significativo no desenvolvimento e progressão da doença periodontal.
O fator de risco pode ser definido como um atributo ou exposição que aumenta a probabilidade de ocorrência da doença; e é dividido em fatores de risco congênitos, adquiridos e ambientais. Os fatores de risco congênitos são: etnia, gênero, fatores genéticos/hereditários, imunodeficiências congênitas, disfunção fagocitária e síndromes, enquanto que os fatores de risco adquiridos e ambientais são: higiene bucal deficiente, idade, medicações, cigarros, imunodeficiência adquirida, doenças endócrinas, estresse e deficiência nutricionais. É evidente, hoje em dia, que tanto os fatores congênitos quanto os fatores adquiridos e ambientais determinam o início, a progressão e a resposta ao tratamento da doença periodontal. O fumo do tabaco quando consumido tem demonstrado ser um dos principais fatores de risco para várias doenças no homem. Fumantes são mais vulneráveis às infecções generalizadas do que os não-fumantes
A diferença entre a saúde periodontal de fumantes e não-fumantes têm estimulado pesquisas há 40 anos (GROSSI et al. 1996). Pesquisas epidemiológicas revelam alta prevalência e severidade da doença periodontal em fumantes quando comparado a não-fumantes, indicando a ação direta do tabaco nos tecidos periodontais (BERGSTRÖM et al. 1991).
Entende-se por fumante, como sendo aquele indivíduo que tem uma disposição duradoura e repetição freqüente do ato de fumar cigarro.Fumantes são pacientes de maior risco para periodontite tendo, de duas a quatro vezes mais probabilidade de desenvolver a enfermidade e/ou tornarem-se desdentados (HABER et al. 1993; HABER & KENT. 1992; BERGSTRÖM, 1991; KENNEY et al. 1975; SOLOMON et al. 1968).
Daniel
Evidências científicas sugerem uma forte associação entre as várias formas de consumo do tabaco e uma alta prevalência e severidade da doença periodontal e a subseqüente perda do elemento dentário. Dessa forma, continua se afirmando que o fumo pode ser o fator de risco mais significativo no desenvolvimento e progressão da doença periodontal.
O fator de risco pode ser definido como um atributo ou exposição que aumenta a probabilidade de ocorrência da doença; e é dividido em fatores de risco congênitos, adquiridos e ambientais. Os fatores de risco congênitos são: etnia, gênero, fatores genéticos/hereditários, imunodeficiências congênitas, disfunção fagocitária e síndromes, enquanto que os fatores de risco adquiridos e ambientais são: higiene bucal deficiente, idade, medicações, cigarros, imunodeficiência adquirida, doenças endócrinas, estresse e deficiência nutricionais. É evidente, hoje em dia, que tanto os fatores congênitos quanto os fatores adquiridos e ambientais determinam o início, a progressão e a resposta ao tratamento da doença periodontal. O fumo do tabaco quando consumido tem demonstrado ser um dos principais fatores de risco para várias doenças no homem. Fumantes são mais vulneráveis às infecções generalizadas do que os não-fumantes
A diferença entre a saúde periodontal de fumantes e não-fumantes têm estimulado pesquisas há 40 anos (GROSSI et al. 1996). Pesquisas epidemiológicas revelam alta prevalência e severidade da doença periodontal em fumantes quando comparado a não-fumantes, indicando a ação direta do tabaco nos tecidos periodontais (BERGSTRÖM et al. 1991).
Entende-se por fumante, como sendo aquele indivíduo que tem uma disposição duradoura e repetição freqüente do ato de fumar cigarro.Fumantes são pacientes de maior risco para periodontite tendo, de duas a quatro vezes mais probabilidade de desenvolver a enfermidade e/ou tornarem-se desdentados (HABER et al. 1993; HABER & KENT. 1992; BERGSTRÖM, 1991; KENNEY et al. 1975; SOLOMON et al. 1968).
Daniel
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